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O rácio de sucesso dos produtos inovadores lançados pela Mercadona e os seus interfornecedores é de 82% face a 24% do sector

21 de novembro de 2016

Os fabricantes interfornecedores da Mercadona reservam mais recursos para o fomento da área de I+D+i do que a média do sector de alimentação e bebidas, de acordo com o estudo “O Valor da Inovação Conjunta” realizado pelo Institut Cerdà.

Interfornecedores Mercadona 2012-2015

Após a análise das capacidades de inovação de 90 dos mais de 125 fabricantes interfornecedores da empresa, o estudo concluiu que o rácio de sucesso dos novos produtos lançados pela Mercadona e pelos seus interfornecedores é de 82% face a 24% do sector, segundo os últimos dados disponíveis (Nielsen 2013).

Neste sentido, o estudo indica também que o número de colaboradores dedicados a I+D aumentou 80% entre 2012 e 2015, representando 2,84% da média dos quadros, um valor que pressupõe o dobro do sector de Alimentação e Bebidas estimado pelo INE em 1,09%. No total, os interfornecedores da Mercadona colocaram 1.094 pessoas (investigadores, técnicos, etc.) a desenvolver mais de 350 linhas de I+D.

De igual forma, durante o período analisado (2012-2015) os interfornecedores da Mercadona que participaram no estudo investiram 377,5 milhões de euros em inovação (85,5M€ em novos produtos e 292M€ em novos processos). Além disso, registaram 27 patentes (88% do produto e 12% de processos) e 51 marcas. De facto, a aposta na inovação dessas empresas é 7 vezes superior à do sector, com 96% de participação das mesmas face a 13% das empresas espanholas no geral.

Neste sentido, o relatório destaca que a aposta na inovação é complementada por um elevado nível de investimento em infraestruturas que ascendeu a 882 M€ entre 2012 e 2015, o que equivale a uma média de 5,41 M€ investidos em cada instalação; 83%, fruto da relação com a Mercadona.

580 novos produtos em 4 anos e um rácio de êxito de 82%

Entre 2012 e 2015, 84% dos interfornecedores analisados pelo Institut Cerdà realizaram inovações de produto com um investimento na área de 85,5 M€, uma média de 21,4 M€ ao ano. Este investimento traduziu-se no lançamento de 580 novos produtos, dos quais 42% não existiam previamente no mercado. De igual forma, os restantes esforços focaram-se na reformulação e melhoria contínua de produtos já existentes. O retorno económico deste esforço inovador foi relevante na medida em que o impacto direto destas novas referências foi de 725 M€ apenas em 2015, o que representa, em média, 13% do volume de negócios total dos interfornecedores analisados.

A inovação de produto refletiu-se maioritariamente em melhorias substantivas, tanto ao nível da qualidade como ao nível da segurança alimentar, e melhorias de experiência de utilização por parte do cliente, bem como mais de 100 inovações relacionadas com ecodesign, entre outras. Este compromisso com a inovação traduziu-se, paralelamente, num elevado rácio de sucesso por parte dos interfornecedores, destacando-se o facto de 82% dos novos produtos introduzidos entre 2012 e 2014 ainda permanecerem no linear face a 24% do sector.

É de salientar, além disso, que do total de lançamentos 23% ocorreu por iniciativa própria e 77% resultaram da colaboração com a Mercadona, através dos seus centros de coinovação e das sugestões dos Chefes (clientes) recebidas no Serviço de Atendimento ao Cliente, entre outros.

82% dos produtos lançados pelos fabricantes interfornecedores entre 2012 e 2014 permanecem no mercado ao fim de um ano, comparado com uma média de 24% no sector (Nielsen).

347 inovações em processos para reforçar a eficiência

De acordo com o relatório do Institut Cerdà, entre 2012 e 2015, 79% dos interfornecedores da Mercadona concretizaram 347 inovações de processo (199 novos processos de fabrico, 40 melhorias nos sistemas de logística e 108 melhorias nos processos de apoio, como sistemas de gestão ou tecnologias de controlo). Durante esses quatro anos, o investimento foi de 292 M€.

Nesta linha, as categorias mais inovadoras nos processos ocorreram nos sectores de Alimentação Fresca e Seca, ainda que no âmbito logístico tenha sido muito relevante a inovação impulsionada na categoria de Congelados.

De acordo com o estudo, a inovação em processos oferece múltiplas vantagens, das quais importa destacar uma maior eficiência e rendimento das equipas de produção, assim como o alinhamento com as normas ambientais, de saúde e segurança.

Valorização do Modelo de Coinovação por parte dos fabricantes interfornecedores

Os interfornecedores analisados consideram que o Modelo de Coinovação consiste num marco na estabilidade, que permite centrar os esforços na melhoria da gama de produtos existente e surpreender o Chefe com novos produtos. Da mesma forma, o modelo de colaboração cliente-fabricante-distribuidor permite conhecer melhor as necessidades do primeiro, o que se traduz num maior grau de êxito, assim como num nível organizacional mais eficiente, com o qual podem canalizar-se as solicitações e oportunidades do mercado de forma mais ágil.

De acordo com Yolanda Cerdà, Gerente de Retalho do Institut Cerdà, “a análise que realizámos destaca o compromisso que a Mercadona e os seus interfornecedores mantêm com a inovação e comprova que o modelo da Mercadona proporciona um marco na colaboração ao longo da cadeia agroalimentar que permite conhecer ao máximo as necessidades do cliente final e desenvolver as organizações adotando uma cultura de melhoria contínua”.

Juan Antonio Germán, Director Geral de Relações Externas da Mercadona, agradeceu à Fundação Cotec e à sua presidente, Cristina Garmendia, “a oportunidade de apresentar o estudo “O Valor da Inovação Conjunta” neste fórum de excelência e de promoção da inovação enquanto motor do desenvolvimento. Este estudo destaca a importância da colaboração entre todas as partes da cadeia – fabricantes, distribuidores e clientes – para a inovação. Inspirarmo-nos naquilo que os nossos “Chefes” (como na Mercadona chamamos aos nossos clientes) nos dizem e nos nossos centros de coinovação partilhamos esse conhecimento com os fabricantes interfornecedores dando-nos um grande potencial inovador. O mercado é demasiado complexo para se crer que uma empresa pode, por si só, concretizar inovações tão bem-sucedidas como aquelas que estão representadas neste estudo. Por isso, na Mercadona, acreditamos no poder da colaboração para dispor de um modelo inovador diferencial, direcionado a surpreender sempre os nossos “Chefes” e que se resume às capacidades inovadoras já existentes no nosso sector”.

Já a presidente da Fundação Cotec, Cristina Garmendia, definiu a Mercadona como “uma referência empresarial em vários eixos, nomeadamente no da inovação, uma das chaves do seu sucesso no mercado”. Relativamente ao relatório, Cristina Garmendia agradeceu a partilha do modelo de inovação da Mercadona para servir de inspiração a outras organizações. “É fundamental que os líderes empresariais do nosso país assinalem o caminho da inovação ao conjunto da economia e da sociedade”, concluiu a presidente da Fundação Cotec.

De igual forma, o economista José Carlos Diez destacou o efeito trator que os interfornecedores e a Mercadona têm para a economia: “é um fator patente neste estudo, no qual a inovação, tangível em produtos que os consumidores colocam diariamente nos seus carrinhos de compras, é muito importante para a reindustrialização e melhoria da produtividade do nosso setor industrial”.